Como achar o equilíbrio no uso de redes sociais na pandemia

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A pandemia do novo coronavírus levou muita gente para dentro de casa, diante das recomendações de distanciamento social feitas por autoridades médicas e governos. Isoladas, as pessoas têm recorrido às redes sociais para estudar, trabalhar e se relacionar com familiares e amigos próximos.

Aplicativos como Facebook, Instagram e o programa de videoconferência Zoom têm sido mais acessados desde que a pandemia passou a se agravar, em março. Além de socializar, as pessoas estão usando mais as redes para comentar a crise, compartilhar suas experiências durante a pandemia e buscar informações em tempo real.

A pandemia mudou o papel das redes sociais na vida das pessoas – de vilãs das boas interações, agora as redes têm ajudado quem está isolado a retomar o senso de comunidade, na opinião de Pedro Burgos, professor no Insper e autor do livro “Conecte-se ao que importa: Um manual para a vida digital saudável”.

“Acho que há esse senso de que todo mundo é testemunha de algo histórico, terrível, catastrófico, mas de que todo mundo está junto nessa. Todos comentam e compartilham as mesmas coisas. As pessoas dividem dicas de como fazer máscara, elas corrigem fake news nos grupos. Há esse senso de propósito, de uma comunidade junta”

Pedro Burgos

professor de comunicação no Insper e autor do livro “Conecte-se ao que importa: Um manual para a vida digital saudável”, em entrevista ao Nexo

Isis Graziele da Silva, psicóloga e mestre pela USP (Universidade de São Paulo), definiu as redes como a janela que as pessoas têm usado para ver o lado de fora e o palco no qual acontecem as conversas sobre a pandemia. “[Estamos] refletindo sobre nossos papéis nessa história, nossas formas de lidar com este momento”, disse ao Nexo.

Conversar sobre a pandemia nas redes sociais, ainda mais com quem faz parte do nosso círculo social, pode ajudar as pessoas a passar pela crise de modo mais leve. Mas, dependendo de como nos conectamos, esses canais também podem nos deixar exaustos, nos expor à desinformação e aumentar a sensação de pânico.

Dicas de como fazer um uso equilibrado das redes sociais neste período em que elas têm sido usadas de tantas maneiras. As dicas foram colhidas com Pedro Burgos e Isis Graziele da Silva, e incluem também orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Seja consciente
A primeira dica de Silva e Burgos para quem busca usar melhor as redes sociais é exercitar a autoconsciência, o tempo todo. Após passar muito tempo no Twitter, por exemplo, verifique como está seu humor. A autochecagem, como chama Burgos, funciona como um mindfulness (atenção plena, ou consciência plena) aplicado às redes sociais.

“O mais importante neste momento é se observar muito seriamente e perceber qual oportunidade você tem abraçado nesses dias e como as redes sociais têm feito você se sentir. Se você não está se sentindo bem, é um alerta: hora de se relacionar com as redes de outra forma”

Isis Graziele da Silva

psicóloga e mestre em psicologia e vida digital pela USP (Universidade de São Paulo), em entrevista ao Nexo

Silva também dá outro conselho: filtre o que chega até você. Após a autochecagem, se você percebe que acompanhar certos perfis, ler certos tipos de postagens ou se envolver em algumas discussões está te abalando emocionalmente, pare de se envolver. Essa recomendação era comum antes mesmo de a epidemia chegar, afirma a psicóloga.

“O excesso de informação aumenta a ansiedade, e a ansiedade pode nos paralisar”, disse. “E aí o risco é ficarmos sem ânimo para fazermos o que é importante na nossa vida, como falar com quem amamos (de forma online), exercitar o corpo ou até fazer planos para o futuro.”

Crie conexões positivas
A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda manter o contato com a rede de amigos e familiares, usando meios como o telefone, as videoconferências e as redes sociais. Ao conversarem, as pessoas se ajudam a superar sentimentos de estresse e tristeza que costumam surgir por causa do isolamento ou das incertezas sobre o futuro.

Ao conversar, a OMS sugere engajar as pessoas mais próximas para compartilhar informações sobre como se prevenir da covid-19, por exemplo. Além disso, pode ser de grande ajuda dividir com outras pessoas o que você está sentindo no momento. Manifeste também aos outros seu desejo de manter contato durante o período de isolamento.

“Aconteceu comigo e vejo acontecer com outras pessoas: você pega sua lista de contatos e checa se está todo mundo bem”

Pedro Burgos

professor de comunicação no Insper e autor do livro “Conecte-se ao que importa: Um manual para a vida digital saudável”, em entrevista ao Nexo

Para Burgos, as redes podem servir não só para buscar conexões com as pessoas que já são conhecidas, mas para se conectar com o restante da comunidade, pequenos negócios e grupos que precisam de ajuda durante a pandemia. Ele, por exemplo, disse ter descoberto um café local no Instagram, para o qual agora contribui. “Precisamos ajudar as pessoas que não podem cumprir o distanciamento social”, disse.

Não caia na enxurrada de informações
Apesar da recomendação de permanecer nas redes para conversar com as pessoas próximas, a OMS sugere que os usuários evitem cair na enxurrada constante de informações sobre a pandemia na internet. A principal dica do órgão é acompanhar notícias vindas de fontes de informação confiáveis e fugir da desinformação que pode causar mais estresse.

“Informe-se com os fatos e não os boatos ou as informações erradas. […] Os fatos ajudam a minimizar o medo”

Organização Mundial da Saúde

em trecho de um guia publicado pela organização para ajudar as pessoas a tomar cuidados com a saúde mental durante a pandemia

O ideal, nesses casos, é reduzir o contato com as redes, segundo a organização. A OMS orienta os usuários a procurar notícias e atualizações sobre a covid-19 de uma a duas vezes ao dia (de manhã e à noite, por exemplo). Ao procurar as notícias, busque olhar regularmente o site do órgão e de outras autoridades de saúde.

Uma dica para quem quer, mas não consegue se desconectar durante o dia é usar aplicativos que bloqueiam o acesso às redes sociais e monitoram suas atividades na internet. Entre eles estão Freedom, Focus Lock e a extensão StayFocused. Os apps também podem ser usados para melhorar o foco em outras tarefas sem a distração das redes.

Para fugir da desinformação, cheque as mensagens que você recebe nas redes sociais antes de confiar no que vê. É possível encontrar checagens de conteúdos disseminados sobre a covid-19 no site do Ministério da Saúde e em sites jornalísticos especializados, como o projeto Comprova, do qual o Nexo faz parte, Aos Fatos e Agência Lupa.

Mantenha uma dieta equilibrada
A dica acima, feita por Pedro Burgos, não se refere ao cardápio alimentar, mas à dieta informativa. Ele recomenda que quem se sente angustiado pelo excesso de informações incertas ou negativas sobre a covid-19 divida o tempo entre procurar as notícias mais graves e as notícias positivas, ou ainda outros tipos de conteúdos na internet.

“É útil saber como estão as coisas, se a pandemia está piorando, se os testes estão chegando, se os hospitais estão com alguma necessidade. Isso é o ‘brócolis’ da informação, é o necessário. Mas acho que a gente precisa de um pouco de açúcar também. Tem que ter alguma coisa menos séria, algo para rir, algum escapismo. Dá para equilibrar isso”

Pedro Burgos

professor de comunicação no Insper e autor do livro “Conecte-se ao que importa: Um manual para a vida digital saudável”, em entrevista ao Nexo

Ele sugere, por exemplo, que se você e as pessoas do seu círculo social já internalizaram as regras de higiene e isolamento (necessárias na pandemia), é mais interessante usar as redes sociais para divulgar informações sobre temas como as iniciativas do comércio local e casos de quem se recuperou da covid-19. Ou vídeos fofos de gatinhos.

“Isso, claro, sem esquecer nosso dever cidadão”, pondera. “De vez em quando, todo mundo deve continuar a ir lá e ajudar quem ainda não se convenceu da gravidade da pandemia e levar a informação correta. Acho que temos que cumprir nossa parte de alguma forma.”

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